Líder religioso do senador Flávio Bolsonaro, o bispo JB Carvalho, pastor e presidente da igreja evangélica apostólica Comunidade das Nações, defendeu o resultado das eleições em suas redes sociais. Na quarta-feira, após a divulgação da carta golpista por Flávio Bolsonaro, na qual se autoproclama presidente eleito, JB Carvalho publicou no Instagram uma imagem na linha de respeito ao resultado das urnas. Na imagem constava "As eleições terminaram. Não tem terceiro turno. Vida que segue". "Vamos viver a vida. Pare de profetizar o caos. Deus dará a cada um segundo suas obras. E Ele terá misericórdia do Brasil", escreveu na legenda acompanhando a publicação. "Hora de virar a página", escreveu nos stories do Instagram.
Horas depois, JB Carvalho apagou a imagem publicada. Na manhã desta quinta-feira, 29, o bispo publicou uma imagem afirmando que "a quem interessar informo que estou de férias do debate político". O pastor afirmou que está "cansado da polarização" e que "vai continuar orando" pelo Brasil.
A Comunidade das Nações é uma igreja neopentecostal de Brasília, na qual Flávio Bolsonaro e a esposa Fernanda se batizaram em janeiro de 2024. Em dezembro do ano passado, o senador carioca inaugurou os compromissos públicos de sua candidatura em um culto na igreja.
No domingo antes do resultado das eleições, JB Carvalho publicou uma outra imagem dizendo que "Feliz é a nação cujo Deus é o senhor". Na legenda, escreveu que "Hoje é um grande dia para o Brasil. Toda terra será cheia da glória de Deus como as águas cobrem o mar". Na segunda-feira, após a derrota de Flávio Bolsonaro, JB Carvalho escreveu que "A nação continua" nas mãos de Jesus. "Jesus continua no trono. Continue olhando para Ele. Nós vamos ver um avivamento no Brasil. Vida que segue!", afirmou na legenda.
A proximidade de Flávio Bolsonaro a JB Carvalho e à esposa bispa Dirce geraram questionamentos durante o pleito eleitoral quando o candidato prometeu que iria "consagrar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo". JB Carvalho é autor de um livro, publicado originalmente em 2001, no qual critica a devoção à Nossa Senhora e defende que Nossa Senhora Aparecida deixe de ser reconhecida como padroeira do Brasil, alegando que a lei que estabelece o título é ilegal.
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