Líderes globais se posicionaram contra a Rússia no dia que marca quatro anos do início do conflito contra a Ucrânia, e o presidente ucraniano, Volodimir ZelenskI, afirmou que discutiu "passos concretos" que podem pavimentar o caminho para a paz com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, em comentários em coletiva de imprensa nesta terça-feira.
"Ainda há muito trabalho a ser feito. Não há espaço para o gás e petróleo russos nos mercados da Europa. Conversamos sobre mudanças na legislação da União Europeia (UE) que tornaria possível parar navios-tanque da Rússia e apreender o petróleo que eles carregam", detalhou Zelenski.
Paralelamente, em publicação no X, Zelenski havia mencionado que os ucranianos não perderem a própria soberania e que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, "não alcançou seus objetivos". "Ele Putin não subjugou os ucranianos; ele não venceu esta guerra. Preservamos a Ucrânia e faremos tudo para garantir a paz e a justiça", escreveu.
Von der Leyen, por sua vez, destacou que o bloco está ajudando a Ucrânia a resistir contra as agressões de Moscou e a contra-atacar com novo apoio, e mencionou um novo pacote de "prioridade" que deve ser entregue antes da Páscoa que conta com drones e munições.
Dentre outros líderes europeus, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, defendeu que apenas com uma "força unida" será possível encerrar o conflito no Leste Europeu, enquanto o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que continuará mirando a economia russa com sanções. No mesmo sentido, após anunciar um novo pacote de sanções contra Moscou, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que "a Rússia não irá vencer a guerra" e reiterou o apoio britânico aos ucranianos.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, destacou que agora é um "ponto crítico" do conflito, uma vez que a possibilidade de paz é real. Segundo o premiê, o país está trabalhando com a Ucrânia e com parceiros internacionais para acelerar os esforços rumo a uma paz "justa e duradoura, apoiada por sólidas garantias de segurança".
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