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Diário de Notícias

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Loja no Brás reabre após tumulto e dono diz que promoção de TV por R$ 20 não será repetida

O Sheik do Preço Único, como é conhecido o comerciante responsável pela loja Shopping Sheik, no Brás, centro de São Paulo, pediu desculpas aos seus clientes e aos outros lojistas na noite desta segunda-feira, 5, após a sua promoção de TV 32' por R$ 20 provocar grande tumulto. A loja, que abriu novamente de forma organizada nesta terça-feira, 6, não poderá fazer promoções semelhantes.

Conforme vídeo publicado nas redes sociais, o empresário informou que, às 13h, a polícia chegou para fechar a loja, retirou todos os produtos e proibiu novas promoções semelhantes à da TV 32' por R$ 20, que deixou filas que se estendiam até a Avenida do Estado. "Podia acontecer coisa pior. Tinha criança e mulher na fila", disse.

A princípio, ele esperava receber até 500 clientes de forma organizada para a inauguração da loja, mas as pessoas não respeitaram a fila. "Meu dever é esclarecer para os meus clientes, que gostam de mim. Eu tinha produtos para todas as pessoas e, infelizmente, o evento foi estragado", disse.

Mesmo assim, o Sheik do Preço Único afirmou que vai conversar com aqueles clientes que entraram e não conseguiram comprar para buscar uma solução. Em seguida, pediu desculpas aos vizinhos comerciantes afetados pelo tumulto e disse que ele buscava movimento para todas as lojas em volta.

Clientes aguardaram até três dias na fila

Nas redes sociais, a loja compartilhou relatos de clientes que conseguiram comprar produtos na manhã desta segunda-feira. Em uma das gravações, um homem conta que aguardou três dias na fila para conseguir comprar uma TV 32' por R$ 20.

"Estou molhado, com chulé, mas valeu a pena. Vamos voltar mais vezes", contou.

Outra cliente contou que aguardava na fila desde as 21h de sábado, 4, e conseguiu comprar a televisão pelo mesmo valor. "Nem banho tomamos", disse. Segundo outro relato compartilhado pela loja, funcionários serviram café da manhã e alimentação para os clientes que aguardavam na fila.

Por volta das 14h, a loja informou que estava fechada após o tumulto provocado pela aglomeração de clientes. "As coisas, infelizmente, saíram um pouquinho do nosso controle. O pessoal se aglomerou, o tumulto foi grande", afirmou.

A empresa agradeceu o apoio da polícia e da prefeitura, que, segundo ela, deram suporte para que algumas vendas fossem realizadas. "Mas, por motivos maiores, o shopping está fechado."

O que dizem as autoridades?

A Polícia Militar foi acionada e reforçou o policiamento entre a Rua Monsenhor de Andrade, onde fica a loja, e a Avenida do Estado, em razão da grande concentração de pessoas no local.

A corporação interditou vias temporariamente e fez desvios nos itinerários dos ônibus na região. Segundo a PM, um ponto de ônibus foi danificado em razão do tumulto.

"A Polícia Militar manteve contato com os responsáveis pelo estabelecimento e realizou as orientações necessárias para a organização e controle do público, visando prevenir acidentes e outros transtornos", informou a PM. O proprietário da loja foi conduzido ao 12º DP, no Pari.

Já a Subprefeitura Mooca e a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) informaram que a loja e o imóvel estão com a documentação regular.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) bloqueou a rua São Caetano, com acesso para a rua Monsenhor de Andrade, sentido avenida Rangel Pestana, por volta das 8h30 em razão da grande quantidade de pedestres na via.

Os desvios foram feitos pelas ruas Eliza Whitaker ou Monsenhor de Andrade. No sentido Pari, o bloqueio foi efetuado na rua João Teodoro com rua Monsenhor de Andrade, tendo como desvio a rua João Teodoro. A liberação das vias ocorreu por volta das 15h.

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans informaram que a operação das linhas de ônibus municipais foi normalizada.

Entre 7h30 e 15h, 6 linhas desviaram seus itinerários em razão da aglomeração de clientes na região.

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