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Lula diz que cinco ministros do STF têm ligação com o caso Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (18), em entrevista à Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, que há no Supremo Tribunal Federal cinco ministros “ligados direta ou indiretamente” ao caso do Banco Master, instituição liquidada e investigada pela Polícia Federal. A declaração foi dada quando Lula comentava a crise envolvendo a Corte e a necessidade de uma reforma do Judiciário. Segundo ele, a reforma é necessária, “mas antes disso temos de resolver esse problema”.

Lula não apresentou a lista dos cinco ministros. Os únicos citados nominalmente foram Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, em referência a contratos e relações já noticiados envolvendo o banco. “Ninguém está defendendo o contrato que o Alexandre Moraes fez com o Banco Master. Ninguém está defendendo o Toffoli”, disse. Sem citar nomes, o presidente também fez referência a reportagens sobre mensagens envolvendo outro integrante da Corte e insinuou que o ministro André Mendonça ainda não teria revelado tudo o que sabe. Na mesma entrevista, relatou um encontro de cerca de 20 minutos com o banqueiro Daniel Vorcaro, em dezembro de 2024, no qual teria dito que o banco só fecharia se não estivesse correto.

É importante separar a declaração dos fatos comprovados. A fala de Lula é uma afirmação política, feita em plena campanha eleitoral, e não equivale a conclusão de investigação. Até o momento, não há decisão judicial ou denúncia que aponte irregularidade praticada por ministros do STF no caso. As relações mencionadas, como contratos e contatos com o banco ou com Vorcaro, foram reveladas pela imprensa e seguem sendo discutidas, mas sua eventual ilicitude não foi demonstrada.

No mesmo dia, a defesa de Daniel Vorcaro pediu à presidência do STF, comandada pelo ministro Edson Fachin, a revogação da prisão preventiva do banqueiro, detido desde março na Operação Compliance Zero. Os advogados alegam que o prazo de 90 dias para a reavaliação obrigatória da prisão venceu em agosto sem análise e que as indefinições sobre a relatoria dos inquéritos tornam a manutenção da custódia irregular. Como alternativa, pedem a troca por medidas cautelares ou prisão domiciliar e reforçam que Vorcaro se dispõe a colaborar com as investigações. A Polícia Federal suspeita que ele comandava uma organização criminosa voltada a fraudes financeiras; as suspeitas ainda estão sob investigação e não há julgamento. O pedido ainda não foi analisado.

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