O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na terça-feira (22), durante o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que não permitirá que “inimigos da democracia, internos e externos” ameacem a vontade popular nas eleições brasileiras deste ano. Como é tradição, o Brasil foi o primeiro país a discursar.
Lula disse que a disputa eleitoral no país se dá entre a democracia e o negacionismo e alertou para a ação de redes de desinformação que, segundo ele, tentam distorcer o debate público durante a campanha. O presidente também sugeriu que parte de seus adversários políticos está alinhada a interesses estrangeiros contrários aos do Brasil e afirmou que o país “continuará soberano”.
Ao tratar da região, Lula afirmou que outras nações da América Latina também enfrentam ameaças de interferência externa em seus processos eleitorais.
O discurso abordou ainda temas como segurança nas fronteiras, participação das mulheres na política e no mercado de trabalho, mudança do clima e a defesa do multilateralismo. O presidente disputa a reeleição, e pesquisas recentes indicam cenário acirrado no segundo turno.
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