O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta quarta-feira, 21, que, se o governo conseguir "equilibrar o fiscal", outras medidas chamadas de "mais promissoras" podem ser adotadas. Lula citou a tarifa zero no transporte público aos fins de semana como uma "experiência rica" nesse sentido, que poderia ser um ponto de partida para outras sugestões no futuro.
"Estamos começando uma experiência rica. Se essas coisas derem certo e a gente conseguir equilibrar o fiscal, podemos tomar outras medidas mais promissoras em um futuro muito próximo", afirmou Lula, em cerimônia no Palácio do Planalto, pouco depois de assinar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da tarifa zero no transporte público aos fins de semana.
O presidente alfinetou deputados e senadores ao dizer que o Orçamento de 2023, feito pelo governo de Jair Bolsonaro, estava "quebrado". Afirmou também que os recursos para áreas prioritárias estavam reduzidos para atender o alto volume das emendas parlamentares.
"Pegamos um orçamento quebrado, inexistente. Não tinha dinheiro para farmácia popular, para educação e saúde, porque o dinheiro tinha sido colocado à disposição de emenda parlamentar. Acho que os parlamentares, mesmo os que não gostam de nós, irão de convir que é melhor pegar uma parte da emenda e fazer com que o povo tenha um pouco de respeito e dignidade do que ficar gastando da forma que ele bem entende, sem muitas vezes prestar contas", afirmou Lula.
O presidente afirmou ainda que este "talvez seja o último ato que eu assino como presidente até o dia 25 de outubro", data do segundo turno das eleições deste ano.
Lula também defendeu o incentivo ao empreendedorismo no País. O candidato à reeleição afirmou que pretende "incentivar a sociedade brasileira a virar empreendedora de fato". Citou servidores da Petrobras e do Banco do Brasil como exemplos de trabalhadores que não pensam em empreender por causa dos benefícios que têm em suas empresas.
Falou que outros trabalhadores do Brasil preferem empreender do que ter salários baixos no mercado de trabalho e que "não temos mais quantidade de trabalhadores dos anos 1980", porque "o mundo do trabalho mudou".
A fala foi uma justificativa para as recentes medidas adotadas para os microempreendedores individuais (MEIs). Lula também sancionou nesta quarta uma lei complementar ampliando o limite de faturamento dos MEIs e perdoando cerca de R$ 12 bilhões de dívidas desses microempreendedores.
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