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Diário de Notícias

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MAM reabre no Ibirapuera neste sábado com o 39º Panorama da Arte Brasileira

O Museu de Arte Moderna de São Paulo volta a abrir as portas no Parque Ibirapuera neste sábado (12), depois de cerca de dois anos fechado para obras. A reabertura vem acompanhada de um evento de peso no calendário das artes visuais do país: a 39ª edição do Panorama da Arte Brasileira, que fica em cartaz até 24 de janeiro de 2027.

A curadoria é de Diane Lima, que batizou a mostra de "Depois que tudo foi dito" — título tomado de empréstimo da filósofa Denise Ferreira da Silva. A proposta é investigar para onde caminha a arte brasileira após uma década de deslocamentos marcados por pautas de reparação racial e políticas afirmativas. São 33 artistas de 13 estados, numa seleção que deliberadamente evita nomes já consagrados e o apelo à nostalgia, misturando artistas emergentes, gente em meio de carreira e veteranos pouco reconhecidos.

Entre os selecionados estão a fotógrafa Lita Cerqueira e o artista Marcelo Conceição, além de uma homenagem a Moacir Soares de Faria, morto em 2025. Quatro artistas produziram trabalhos inéditos especialmente para a exposição: Anti Ribeiro, com esculturas sonoras feitas de metais recuperados; Rodrigo Cass, com vídeos e pinturas; Caroline Ricca Lee, com uma instalação em formato de altar; e Jota Mombaça, com uma sala de vidro concebida em Natal. A expografia é do escritório Vão e a identidade visual, do estúdio Porto Rocha.

Criado em 1969, o Panorama se consolidou como uma das principais vitrines da produção artística nacional, e esta edição chega em momento simbólico para a instituição: além de inaugurar uma exposição, marca a retomada do espaço físico do museu no Ibirapuera e recoloca o MAM no circuito cultural da capital. Para o visitante, é a chance de ver de perto uma leitura da arte brasileira contemporânea que vai além do eixo Rio–São Paulo, com forte presença de artistas de outras regiões do país.

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