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Marcopolo tem lucro 43,4% menor no 3tri26 ante 3tri25, de R$ 186,5 milhões

A Marcopolo registrou lucro líquido consolidado de R$ 186,5 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 43,4% em relação aos R$ 329,6 milhões no igual período de 2025, segundo balanço divulgado nesta terça-feira, 3.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 274,1 milhões, baixa de 34,7% na comparação anual. A margem caiu de 16,8% para 12,0%. O resultado inclui R$ 19,9 milhões em custos não recorrentes com a reestruturação das operações no Brasil (R$ 16,7 milhões) e no México (R$ 3,2 milhões), ligados à redução do quadro de pessoal, segundo a empresa. Sem esse efeito, o Ebitda teria sido de R$ 294,0 milhões, com margem de 12,8%.

A receita operacional líquida caiu 8,5% em um ano, para R$ 2,293 bilhões. A produção consolidada foi de 3.085 unidades, 25,2% abaixo das 4.127 do terceiro trimestre de 2025. No Brasil, foram 2.748 veículos (-16,7%). No exterior, foram 337 (-59,3%).

A companhia afirma que a queda nos volumes reflete sobretudo a falta de produção relevante de micro-ônibus para o programa federal Caminho da Escola, no intervalo entre as fases 12 e 13. Também pesou a retração do mercado de ônibus urbanos, pressionado pela alta do diesel e pela dificuldade das operadoras em repassar o aumento de custos às tarifas.

"Nossa prioridade neste momento é a preservação da competitividade", disse o diretor financeiro, Pablo Motta. Segundo ele, a empresa está fazendo ajustes operacionais e de estrutura para alinhar sua escala ao atual nível de atividade.

A Marcopolo afirma não esperar uma retomada consistente de vendas e produção no fim de 2026 e no início de 2027. Segundo a empresa, a antecipação de compras ligada ao Move II deve resultar em demanda mais fraca para rodoviários e Volares nos próximos meses. Os cortes de estrutura feitos no terceiro trimestre podem continuar no quarto. Nas operações internacionais, a companhia também não vê recuperação relevante no curto prazo e prevê ajustes adicionais, mais pontuais.

O resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 15,3 milhões no trimestre, menos da metade dos R$ 33,0 milhões de um ano antes. As receitas financeiras caíram de R$ 96,8 milhões para R$ 74,4 milhões. A dívida líquida do segmento industrial era de R$ 341,1 milhões ao fim de setembro, queda de 28,2% em relação aos R$ 475,1 milhões de junho. Incluindo o Banco Moneo, braço financeiro do grupo, a dívida líquida consolidada somava R$ 1,799 bilhão, ante R$ 1,816 bilhão em junho.

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