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Diário de Notícias

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Mercado financeiro mantém previsão de inflação em 5,22% e projeta juros menores até o fim do ano

O mercado financeiro brasileiro manteve em 5,22% a previsão para a inflação de 2026, interrompendo uma sequência de quatro semanas consecutivas de elevação das estimativas. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central, por meio do Relatório Focus, que reúne as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores da economia nacional.

Apesar da estabilidade, a projeção continua acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%. Há quatro semanas, os analistas estimavam uma alta de 4,92% nos preços ao consumidor. Para outubro, a expectativa é de desaceleração da inflação para 0,32%, após o avanço de 0,82% registrado em setembro. Para novembro e dezembro, as estimativas são de 0,34% e 0,56%, respectivamente.

Em relação aos juros, o mercado mantém a expectativa de dois novos cortes de 0,25 ponto percentual na taxa Selic até dezembro. Caso as projeções se confirmem, os juros básicos passarão dos atuais 13,75% para 13,25% ao ano. A redução pode contribuir para aliviar gradualmente o custo do crédito, influenciando financiamentos, empréstimos e compras parceladas, embora seus efeitos sobre o consumo não sejam imediatos.

O cenário econômico continua exigindo atenção de comerciantes e consumidores. A inflação acima da meta pressiona o poder de compra das famílias, enquanto os juros elevados dificultam o acesso ao crédito e limitam investimentos das empresas. Para 2027, os analistas elevaram ligeiramente a projeção de inflação, de 4,30% para 4,32%, indicando que o controle dos preços continuará entre os principais desafios da economia brasileira nos próximos anos.

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