O mercado financeiro manteve em 5,02% a projeção para a inflação brasileira em 2026, segundo o Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permanece acima do teto da meta de inflação perseguida pelo BC, de 4,5%, considerando o centro de 3% e a margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Para a taxa básica de juros, a expectativa dos analistas é de que a Selic termine 2026 em 13,75% ao ano. Atualmente, a taxa está em 14%, após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir os juros no início de agosto. O nível ainda elevado do custo do crédito segue como um dos principais fatores de atenção para empresas e consumidores, com impacto sobre financiamentos, compras parceladas e investimentos.
Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a mediana das projeções aponta crescimento de aproximadamente 2% da economia brasileira neste ano. Para 2027, os analistas reduziram de 1,52% para 1,50% a previsão de expansão da atividade econômica. No câmbio, a expectativa para o dólar ao final de 2026 permanece em R$ 5,20.
Os números mostram um cenário de inflação ainda resistente, apesar das revisões para baixo observadas nas últimas semanas. Para o consumo das famílias, a evolução dos preços e principalmente dos juros continuará sendo determinante nos próximos meses. Uma continuidade do ciclo de redução da Selic poderá aliviar gradualmente o custo do crédito e favorecer setores dependentes de financiamento, como varejo, veículos e bens duráveis.
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