A transformação digital das empresas brasileiras está deixando de ser uma responsabilidade exclusiva dos departamentos de tecnologia. Um levantamento divulgado nesta semana aponta que aproximadamente metade dos profissionais no Brasil já desenvolveu automações, aplicativos, painéis de dados ou integrações sem depender diretamente de projetos formais conduzidos pelas equipes de tecnologia da informação.
O movimento está relacionado à popularização de plataformas conhecidas como low-code e no-code, que permitem criar ferramentas digitais com pouca ou nenhuma necessidade de programação tradicional. Esses sistemas oferecem recursos visuais e componentes prontos, facilitando a participação de trabalhadores de áreas como administração, marketing, recursos humanos e operações.
A expansão dessas ferramentas pode acelerar processos internos e reduzir o tempo necessário para implementar soluções simples. Atividades repetitivas, organização de informações, elaboração de relatórios e acompanhamento de indicadores estão entre as tarefas que podem ser automatizadas por profissionais que não possuem formação específica em desenvolvimento de software.
Entretanto, o crescimento dessa prática também exige atenção à segurança digital e à proteção de dados. Especialistas destacam a importância de estabelecer regras de acesso, supervisão técnica e padrões de governança para evitar sistemas vulneráveis ou o uso inadequado de informações corporativas. O cenário mostra como a tecnologia passa a integrar diferentes profissões e modifica as competências exigidas pelo mercado de trabalho.
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