O presidente da Argentina, Javier Milei, usou na quarta-feira (23) a tribuna da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, para atacar a própria organização. Segundo a agência France-Presse, ele afirmou que a ONU é uma “organização inútil” que serve apenas para sustentar uma “casta de parasitas”. Para Milei, os responsáveis por garantir a segurança coletiva e os direitos humanos fracassaram.
Boa parte do discurso foi dedicada à disputa com o Reino Unido pelas Ilhas Malvinas, que ele chamou de “causa nacional”. Milei acusou a ONU de não fazer valer a Resolução 31/49, aprovada em 1976, e condenou o projeto de exploração de petróleo Sea Lion, autorizado por Londres nas águas próximas ao arquipélago. De acordo com o governo argentino, o presidente anunciou sanções a empresas envolvidas, medidas jurídicas e uma lei de defesa da soberania, e voltou a convidar os britânicos a retomar as negociações.
Milei também retomou críticas à resposta internacional à pandemia de covid-19. Segundo a AFP, ele chamou os confinamentos adotados em 2020 de “genocídio” e de experimento de controle social. A Argentina já havia anunciado sua saída da Organização Mundial da Saúde em 2025.
Sobre inteligência artificial, o argentino rejeitou o controle estatal e defendeu que o Ocidente lidere o desenvolvimento da tecnologia, em sintonia com o governo de Donald Trump, de quem é aliado. Segundo o site oficial do governo argentino, ele reafirmou ainda o alinhamento com o Ocidente e com Israel e criticou a Agenda 2030 da ONU.
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