O aquecimento global está afetando diretamente a viabilidade dos Jogos Olímpicos de Inverno, e isso tem sido evidente na edição de 2026 em Milão-Cortina. A escassez de neve natural nas áreas montanhosas obrigou os organizadores a utilizar grandes quantidades de neve artificial para garantir as provas de esqui e snowboard, já que a cobertura natural não tem sido suficiente. Estima-se que cerca de 80% da neve usada nos eventos será produzida por máquinas, consumindo grandes volumes de água e energia. A dependência de neve artificial reflete a influência das temperaturas mais altas e da redução dos períodos de frio intenso, que dificultam a ocorrência de eventos de inverno de forma sustentável no longo prazo. Pesquisas relacionam essas tendências climáticas à diminuição das cidades com condições climáticas confiáveis para sediar os jogos nas próximas décadas.
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