O senador Otto Alencar (PSD-BA) criticou nesta quarta-feira, 7, o modelo de pagamento por horas trabalhadas defendido pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que a proposta ameaça direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar defendeu que o segundo turno seja centrado na comparação entre os projetos dos dois candidatos.
"Estamos votando o fim da escala 6x1 e o próprio Flávio Bolsonaro é contra", declarou em entrevista à Rádio Baiana FM, em Salvador. Otto associou a proposta ao trabalho intermitente e afirmou que ela vai "descaracterizar" a legislação trabalhista. "O trabalhador brasileiro não aceita", disse.
Ao comentar o alinhamento de ACM Neto (União Brasil) a Flávio, Otto afirmou respeitar a posição do ex-prefeito de Salvador, mas lembrou que o avô dele, Antônio Carlos Magalhães, apoiou Lula no segundo turno de 2002. "Eu respeito a posição dele de direita", disse. Neto anunciou nesta quarta-feira, em Brasília, que mobilizará prefeitos aliados, deputados federais eleitos e candidatos que participaram do primeiro turno pela candidatura de Flávio.
Abstenção
Presidente do PSD na Bahia, o senador Otto Alencar também apontou a redução da abstenção como uma das estratégias para ampliar a votação de Lula. Argumentou que, com a eleição estadual definida, os baianos terão apenas o voto presidencial no segundo turno, o que deverá tornar o processo mais rápido. No primeiro turno, 19,98% dos eleitores do Estado não compareceram às urnas.
Na defesa da reeleição do presidente, Otto citou a instalação da BYD, a retomada da Fafen e iniciativas relacionadas à ponte Salvador-Itaparica e ao estaleiro Enseada do Paraguaçu. "Lula tem um legado muito grande em nosso Estado", afirmou Alencar.
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