Jurista sul-africana é reconhecida por sua trajetória em defesa dos direitos humanos, da paz e do direito internacional.
A jurista sul-africana Navi Pillay foi anunciada nesta sexta-feira (9) como vencedora do Nobel da Paz de 2026. Ex-alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e ex-juíza do Tribunal Penal Internacional, ela foi reconhecida por seus esforços em favor da paz e do direito internacional. Ao justificar a escolha, o Comitê Nobel Norueguês apontou a preocupação com o avanço da política de força em detrimento das regras e instituições internacionais.
Pillay construiu parte importante de sua carreira durante o regime do apartheid. Como advogada, defendeu ativistas contrários ao regime e presos políticos, e obteve na Justiça o reconhecimento do direito dos detentos de Robben Island, onde Nelson Mandela estava preso, de terem acesso a advogados. Nesse período, enfrentou as barreiras impostas a profissionais e cidadãos não brancos na África do Sul.
A cerimônia de entrega do prêmio está marcada para 10 de dezembro, em Oslo, na Noruega. A escolha recoloca no centro do debate internacional a importância das instituições multilaterais e da responsabilização por violações dos direitos humanos.
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