O novo porta-voz da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), senador Camilo Santana (PT-CE), declarou nesta sexta-feira, 9, que o "tesouraço" no Orçamento proposto pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), será similar ao feito na Argentina pelo presidente deste país, Javier Milei.
"Nós não queremos transformar o Brasil na Argentina. Nós não podemos transformar porque, veja bem, o mesmo 'tesouraço' que o Millei fez lá na Argentina, o Bolsonaro e o Flávio estão propondo fazer aqui. Vai cortar de quem, gente? Nós queremos cortar dos grandes, dos ricos desse país. Porque o país é um país ainda com muita desigualdade", declarou Camilo.
O senador disse também que a população brasileira não pode esquecer da gestão de Bolsonaro na pandemia de covid-19. Camilo ressaltou que a estratégia da campanha é recuperar votos que foram dados a Lula em 2022, no segundo turno, no próximo dia 25.
Lula quer participar de três debates
Camilo Santana disse que o presidente deve participar de "pelo menos três debates". Confirmou a presença do presidente nos debates da Band/Estadão, dia 18, e da Globo, dia 23.
"É um tempo muito curto. Em pelo menos três debates, ele [Lula] quer participar. Ele vai confirmar", disse, acrescentando que o presidente vai nos debates das duas emissoras. Deixou em aberto um terceiro convite. O SBT deve promover um debate com um pool de outros veículos no dia 15. O debate da Record, que aconteceria neste domingo, 11, foi cancelado pela emissora.
Os próximos passos da campanha de Lula
O senador afirmou que o presidente viajará ao Rio Grande do Norte para participar de um ato na manhã de amanhã, 10. Depois, voltará a Brasília. No domingo, 11, fará gravações para os programas de rádio e TV.
O ex-ministro da Educação disse que a estratégia é "recuperar os votos no Nordeste no segundo turno". Também falou sobre priorizar São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro na campanha.
"Nossa estratégia é recuperar esses votos [perdidos] no primeiro turno para o segundo turno", disse. "[Vamos tentar] Apoio com o [ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre] Kalil, o próprio prefeito de Belo Horizonte vai apoiar o presidente. Nós vamos priorizar Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Esses três Estados nós vamos priorizar nessa campanha."
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