Imagens feitas por agências de notícias internacionais mostram o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que estava apoiando a guerra dos Estados Unidos contra o Irã, com sinais de desgaste e enferrujado. O porta-aviões esteve em operação por um total de 286 dias.
Seu tempo total ininterrupto no mar antes da chegada à província na Tailândia nesta quarta-feira, 2, foi de 264 dias, afirmou a Embaixada dos EUA em Bangcoc.
A longa missão gerou preocupações no mês passado sobre a deterioração da saúde mental da tripulação, bem como sobre a escassez de suprimentos alimentares essenciais a bordo.
A Marinha minimizou quaisquer problemas, e o presidente Donald Trump comentou que o destacamento "não foi nem de perto longo o suficiente".
Nesta quinta-feira, 9, um ônibus transportando membros da tripulação do porta-aviões Lincoln chegou em massa à cidade litorânea de Pattaya, na Tailândia, como parte de uma escala após o longo período de serviço no Oriente Médio.
O Lincoln partiu de San Diego, Califórnia, em novembro de 2015 para uma missão no Mar da China Meridional e foi redirecionado para o Oriente Médio antes de os EUA e Israel iniciarem sua guerra contra o Irã em 28 de fevereiro.
Denúncias de marinheiros
Um marinheiro caiu do porta-aviões USS Abraham Lincoln e foi resgatado no mar em 3 de agosto deste ano. A Marinha dos Estados Unidos afirmou que o incidente está relacionado à saúde mental. As informações foram confirmadas à CNN por três autoridades do governo norte-americano.
Famílias dos marinheiros apontam que dois deles tentaram pular no mar.
Em 12 de agosto, o senador Ruben Gallego pediu na rede social X "uma visita oficial de supervisão com a delegação bipartidária do Senado ao USS Lincoln para investigar as alarmantes condições denunciadas".
Ruben vem denunciando as condições do porta-aviões em sua rede social. Em um vídeo em que Robert F. Kennedy Jr., atual Secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, dizia que, pela primeira vez na história, os soldados estão recebendo comida de alta qualidade, o senador escreveu: "Diga isso aos marinheiros do USS Abraham Lincoln".
Em duas reuniões recentes, familiares discutiram com o alto comando da Marinha sobre as difíceis condições, incluindo a escassez de alimentos, enfrentadas pelos 5 mil marinheiros e fuzileiros navais a bordo do USS Lincoln e exigiram saber quando seus parentes retornariam para casa, informou a emissora MS NOW. Alguns denunciaram graves problemas de saúde mental e tentativas de suicídio a bordo.
"As histórias de membros da tripulação que ameaçam pular do navio são um sinal de alerta assustador de quão grave a situação se tornou: chuveiros com mofo, água quente esporádica, refeições e sabonete racionados, banheiros quebrados e exaustivas jornadas de 12 a 16 horas sem dias de folga", escreveu Gallego em sua publicação em 12 de agosto.
"A forma como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump está tratando nossos militares enquanto conduz esta guerra ilegal não é apenas repugnante, é perigosa", afirmou.
*Com informações de agências internacionais.
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