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Diário de Notícias

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Obesidade infantil avança no Brasil e reforça importância do tratamento precoce

A obesidade infantil tornou-se um dos principais desafios de saúde pública no Brasil. Dados referentes a 2025 indicam que cerca de 33% das crianças e dos adolescentes de até 19 anos apresentavam sobrepeso, obesidade ou obesidade grave, quadro que amplia o risco de doenças crônicas ainda nas primeiras fases da vida.

Especialistas alertam que o excesso de peso pode favorecer o desenvolvimento precoce de resistência à insulina, hipertensão, colesterol elevado, diabetes tipo 2, problemas articulares e distúrbios do sono. Condições antes associadas principalmente à vida adulta são diagnosticadas com frequência crescente entre crianças e adolescentes.

O problema resulta de uma combinação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Entre os elementos que contribuem para esse cenário estão o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, a falta de atividades físicas, o excesso de tempo diante das telas e as dificuldades de acesso a uma alimentação equilibrada.

O acompanhamento deve começar o quanto antes e envolver profissionais de diferentes áreas, como pediatras, nutricionistas e psicólogos. A participação da família também é considerada essencial para estabelecer hábitos saudáveis sem recorrer a cobranças excessivas, constrangimentos ou culpabilização da criança.

A orientação é adotar mudanças graduais que possam ser mantidas no cotidiano, incluindo refeições mais nutritivas, atividades físicas adequadas à idade e acompanhamento regular da saúde. O objetivo não deve estar concentrado apenas na redução do peso, mas na prevenção de doenças e na melhora da qualidade de vida durante o crescimento.

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