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Diário de Notícias

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OMS alerta que obesidade infantil já afeta quase 190 milhões de crianças no mundo

A obesidade infantil se consolidou como uma das crises de saúde pública que mais crescem no mundo. Segundo alerta recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 188 milhões de crianças e adolescentes vivem atualmente com obesidade, um número considerado alarmante e que tende a aumentar caso medidas urgentes não sejam adotadas por governos e sistemas de saúde.

De acordo com a OMS, o avanço da obesidade entre crianças está diretamente ligado a mudanças no padrão alimentar, com maior consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, sal e gorduras, além da redução da atividade física no dia a dia. O cenário é agravado pelo aumento do tempo de tela, pelo sedentarismo e pela falta de ambientes urbanos que incentivem brincadeiras e exercícios ao ar livre.

O relatório destaca que a obesidade infantil não é apenas um problema estético, mas um fator de risco para doenças graves ainda na juventude, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, problemas cardiovasculares e distúrbios psicológicos, incluindo ansiedade e baixa autoestima. Crianças com obesidade também têm maior probabilidade de se tornarem adultos obesos, perpetuando o ciclo de doenças crônicas ao longo da vida.

A OMS ressalta que o problema atinge países de todas as faixas de renda, mas cresce de forma mais acelerada em nações de renda baixa e média, onde alimentos ultraprocessados são mais acessíveis do que opções saudáveis. Em muitas regiões, famílias convivem com a contradição da má nutrição associada ao excesso de peso, fenômeno cada vez mais comum.

Especialistas defendem que o enfrentamento da obesidade infantil exige políticas públicas integradas, envolvendo educação alimentar nas escolas, regulação da publicidade de alimentos voltada ao público infantil, incentivo à prática de atividades físicas e acesso facilitado a alimentos saudáveis. A OMS também recomenda ações junto às famílias, promovendo hábitos alimentares equilibrados desde a primeira infância.

A entidade alerta que, sem intervenções consistentes, os sistemas de saúde enfrentarão uma pressão crescente nas próximas décadas, com aumento dos custos relacionados ao tratamento de doenças crônicas evitáveis. Para a OMS, combater a obesidade infantil é uma estratégia fundamental para proteger a saúde das próximas gerações e reduzir desigualdades em saúde no futuro.

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