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Diário de Notícias

DN.

Operação policial na Bahia e em São Paulo prende 26 suspeitos de integrarem o PCC

Uma operação policial deflagrada de forma conjunta entre os Estados da Bahia e São Paulo, além da Polícia Federal, levou à prisão de ao menos 26 homens suspeitos de serem integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), nesta quinta-feira, 8.

Batizada de "Operação Equação Final", a ação começou nas primeiras horas do dia e contou com as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos) da Bahia e de São Paulo, as Polícias Civis de ambos os Estados, além da Polícia Militar baiana. Cerca de 350 agentes foram mobilizados.

Os policiais cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão nas cidades de Jequié, Ipiaú, Dário Meira, Ubatã, Nova Ibiá, Gongogi e Itacaré, no sudoeste da Bahia; e em São Paulo, Guarulhos e Santo André.

Os suspeitos são investigados por envolvimento com tráfico de drogas, homicídio, extorsão, lavagem de dinheiro, além de porte e posse ilegal de arma de fogo. Do total de detidos, 24 estavam na Bahia e os demais em São Paulo.

Segundo as investigações, os faccionados atuavam principalmente nas cidades de Ipiaú e Ubatã, mas tinham ramificações em outros municípios baianos. Os nomes dos suspeitos não foram informados e, por isso, não foi possível localizar as defesas.

A polícia chegou ao grupo depois de prender um homem em São Paulo, apontado como um dos líderes da facção criminosa.

"A partir da análise dos elementos obtidos durante a ação em SP, foi possível identificar grande parte da estrutura organizacional da facção, seus integrantes, áreas de atuação e o modo de operacionalização das atividades criminosas", destacou o delegado de Polícia Federal Eduardo Badaró, titular da Ficco Bahia.

Conforme a Secretaria da Segurança Pública da Bahia, um dos principais alvos das investigações foi capturado. Com um histórico de homicídios e fuga com armas de fogo, ele seria um braço armado do PCC na Bahia e responsável por gerenciar o tráfico na região de Ipiaú.

Já em São Paulo, os dois homens presos teriam envolvimento com o fornecimento de armas e drogas para a organização criminosa na Bahia.

"Eles também eram responsáveis pelo intercâmbio de criminosos entre os Estados, facilitando a circulação de integrantes da organização criminosa entre a Bahia e São Paulo, contribuindo para a prática de outros delitos", explicou Badaró.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de contas, bens e outros valores dos criminosos, que podem chegar a R$ 15 milhões.

Uma das cidades mais violentas do País

Alvo da operação, Jequié é considerada uma das cidades mais violentas do Brasil.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que o município apresentou, em 2025, taxa de 67,4 mortes violentas por 100 mil habitantes, a sexta maior do País. Em 2024, o município era o segundo mais violento (taxa de 77,6) - o ranking leva em conta apenas cidades com 100 mil habitantes.

De acordo com os especialistas, o alto índice de violência na região é explicado pelos conflitos entre facções criminosas, que disputam o acesso privilegiado a rotas para o escoamento de drogas, seja por rodovias que levam ao interior ou à capital.

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