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Papa John's quer uma fatia do mercado brasileiro

Papa John's quer uma fatia do mercado brasileiro

A Papa John's decidiu tentar de novo. A terceira maior rede de pizza delivery do mundo colocou o Brasil entre suas prioridades estratégicas de expansão internacional e já negocia com potenciais parceiros locais para desembarcar no país. À frente do plano está John Matter, diretor global de desenvolvimento da companhia, que afirma ter pelo menos cinco reuniões agendadas com grupos interessados.

O modelo escolhido é o de master franquia: em vez de operar diretamente, a rede quer encontrar um ou mais parceiros responsáveis por desenvolver a marca no território brasileiro. O perfil buscado é o de grupos bem capitalizados, com experiência prévia em operação de restaurantes e capacidade de abrir unidades em ritmo consistente. A primeira loja deve ficar em São Paulo, com previsão de abertura entre o fim de 2027 e o início de 2028, e a expansão seguinte miraria Rio de Janeiro, Brasília e o restante do Sudeste. A compra de redes já existentes não está no plano atual, embora a empresa não tenha descartado a hipótese em definitivo.

Não é a primeira investida. A Papa John's anunciou planos para o Brasil em 2011, e a operação não vingou. Matter atribui o fracasso à falta das conexões certas com o mercado local à época — uma leitura que ajuda a explicar por que a companhia agora aposta em um sócio brasileiro com estrada no setor em vez de tocar a operação por conta própria.

Os números globais dão a dimensão do que está em jogo. Ao fim de 2025, a rede somava 6.083 restaurantes em 50 países, dos quais mais de 92% eram franqueados. As vendas dos franqueados internacionais chegaram a US$ 1,29 bilhão no ano passado. No Brasil, a empresa entraria em um mercado já disputado por Pizza Hut, Domino's e por milhares de pizzarias independentes — só São Paulo produz mais de 800 mil pizzas por dia, atrás apenas de Nova York em consumo. O posicionamento pretendido é o de segmento premium dentro das grandes redes, com ênfase em massa não congelada, vegetais cortados na loja e carnes sem aditivos artificiais, além de adaptações de cardápio ao paladar brasileiro. Valor do investimento e meta de lojas ainda não foram definidos.

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