O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, adiou a votação da PEC da Segurança Pública para depois do segundo turno das eleições. A decisão foi tomada após o aumento das divergências entre governo e oposição sobre mudanças no texto.
A proposta pretende ampliar a coordenação nacional das políticas de segurança e fortalecer a atuação da União no combate ao crime organizado. O governo também relaciona a aprovação da PEC à criação de uma estrutura ministerial específica para a segurança pública.
O principal impasse envolve a tentativa de incluir a redução da maioridade penal na discussão. Parlamentares da oposição defendem regras mais rígidas para adolescentes envolvidos em crimes graves, enquanto integrantes da base governista argumentam que o assunto deveria tramitar separadamente.
Sem consenso, o Senado não realizará a votação antes da eleição presidencial. A expectativa é que as negociações sejam retomadas depois de 25 de outubro, quando o novo cenário político estará definido.
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