Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa de mais de 2% nesta quinta-feira, 5, em uma sessão marcada pelas sinalizações diplomáticas de Washington e Teerã. O acirramento do conflito entre os dois países nos últimos dias aumentou os prêmios de risco da commodity. Por sua vez, com a desescalada e possíveis negociações, inclusive potencialmente envolvendo questões nucleares, a tendência foi revertida.
O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em baixa de 2,84% (US$ 1,85), a US$ 63,29 o barril. Já o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 2,83% (US$ 1,91), a US$ 67,55 o barril.
Trump voltou a dizer que as negociações estão em andamento com o Irã. Representantes dos dois países devem se reunir nesta sexta-feira, em Omã, de acordo com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi. Washington também confirmou o diálogo, após impasses nesta semana sobre o local das negociações - o que gerou temores de que o encontro poderia não ocorrer.
Interrupções no fornecimento e riscos geopolíticos manterão os preços elevados no primeiro trimestre, avalia a Eurasia. Os principais fatores são interrupções inesperadas, especificamente no Cazaquistão e nos EUA e o alto nível de tensão entre Washington e Teerã, aponta. Se os preços permanecerem altos, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) provavelmente aumentará a produção no segundo trimestre, projeta.
A produção dos EUA se recuperará da crise de inverno, mas está a caminho de se estabilizar ou cair ligeiramente em 2026. Depois de manter níveis recordes ao longo de 2025, aproximando-se da previsão inicial da Eurasia de 14 milhões de bpd, os EUA provavelmente verão seu nível de produção geral estagnar em 2026, próximo à média de 2025 de 13,4 a 13,5 milhões de bpd, à medida que o período prolongado de preços baixos desacelera o investimento em nova produção, diz a consultoria.
Já a Capital Economics avalia que a produção de petróleo do Cazaquistão deverá se recuperar após a significativa interrupção. Isso ajudará a pressionar os preços do petróleo para baixo, aproximando-os de US$ 50 por barril até o final de 2026, projeta.
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