O petróleo voltou a subir com força na quinta-feira (1º) e o barril do tipo Brent, referência internacional, fechou acima de US$ 100. O contrato com vencimento em dezembro avançou 4,37%, para US$ 102,31. Nos Estados Unidos, o WTI para novembro subiu 2,71%, a US$ 92,87.
A alta refletiu a preocupação crescente com a oferta de combustíveis, sobretudo de diesel. Segundo relatos da imprensa internacional, os Estados Unidos pediram à União Europeia a liberação de um volume expressivo de diesel nos próximos meses para conter os preços. Ao mesmo tempo, refinarias chinesas suspenderam exportações de derivados para destinos fora de Hong Kong e Macau, com o objetivo de preservar o abastecimento interno.
O cenário geopolítico também pesou. O Pentágono anunciou o envio de mais um grupo de ataque de porta-aviões e de milhares de militares ao Oriente Médio, enquanto o governo norte-americano avalia a possibilidade de retomar ataques ao Irã. No mesmo dia, Washington anunciou nova rodada de sanções contra setores da economia iraniana.
No Brasil, a disparada do petróleo favoreceu as ações da Petrobras, que ajudaram a sustentar a alta da Bolsa, mas aumenta a atenção sobre possíveis repasses aos preços de combustíveis, em especial do diesel e do querosene de aviação.
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