O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial do Brasil subiu para 46,1 pontos em outubro, de 44,8 pontos em setembro. A leitura abaixo de 50 pontos, porém, ainda indica contração da atividade no setor. As informações são da S&P Global.
Em relatório, Pollyanna de Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, ressaltou que mesmo com uma desaceleração no ritmo de queda da produção e dos novos pedidos, a indústria segue "sob pressão".
"A demanda ainda estava fraca demais para sustentar uma recuperação, e as empresas continuaram reduzindo compras e estoques. Houve alguns sinais encorajadores para os próximos meses. O emprego se aproximou da estabilização e a confiança atingiu o maior nível em nove meses, à medida que as empresas esperavam uma demanda mais forte após as eleições", acrescentou a diretora.
A economista, porém, ressaltou que o setor continua registrando aumento dos custos de produção. De acordo com a S&P Global, houve ajustes nos preços de fornecedores e custos mais altos de energia associados à guerra no Oriente Médio.
"Os produtores brasileiros de bens subiram os preços de venda para repassar parte desses aumentos. A inflação de preços ficou em linha com a taxa registrada em setembro e foi a mais baixa desde fevereiro", diz o relatório.
Além disso, os estoques elevados dos clientes afetam o fluxo de encomendas. "A queda acentuada nos novos pedidos sugeriu que uma recuperação na produção ainda poderia levar algum tempo", avaliou Pollyanna de Lima.
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