Calor e umidade da Malásia transformam cockpit em ambiente extremo durante quase duas horas de corrida
Dirigir um carro de Fórmula 1 já representa um enorme desafio físico. Fazer isso sob o calor e a umidade da Malásia transforma a tarefa em algo ainda mais exigente.
Sepang ficou conhecido durante seus anos no calendário como uma das etapas mais desgastantes para os pilotos. As temperaturas elevadas e a grande umidade dificultam a capacidade do corpo de dissipar calor.
O problema aumenta dentro do cockpit. O piloto utiliza macacão resistente ao fogo, capacete, luvas e diferentes equipamentos de proteção enquanto permanece cercado por componentes que trabalham em temperaturas extremamente elevadas.
Durante a prova, o organismo perde grande quantidade de líquido através do suor. Por isso, hidratação e preparação física tornam-se partes essenciais do trabalho realizado antes mesmo da largada.
Há ainda as forças exercidas sobre o corpo nas curvas. Pescoço, braços, abdômen e pernas precisam suportar repetidamente cargas elevadas enquanto o piloto mantém precisão suficiente para controlar um carro a velocidades superiores a 300 km/h.
Por isso, preparação de um piloto de Fórmula 1 vai muito além de saber dirigir rápido. Em pistas como Sepang, resistência cardiovascular, força muscular e controle da hidratação podem ser tão importantes quanto encontrar alguns décimos de segundo por volta.
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