A empresa de sementes e agroquímicos Corteva, dos Estados Unidos, teve prejuízo em operações continuadas de US$ 537 milhões, ou US$ 0,80 por ação, no quarto trimestre de 2025, informou nesta terça-feira (3) a companhia, depois do fechamento do mercado. O prejuízo é 974% maior do que o registrado em igual período do ano anterior, de US$ 50 milhões, ou US$ 0,08 por ação.
Em termos ajustados, o lucro caiu 31%, para US$ 0,22 por ação, em linha com a expectativa de analistas consultados pela FactSet.
A receita líquida diminuiu 2% na mesma comparação, para US$ 3,91 bilhões, enquanto analistas esperavam US$ 4,24 bilhões. Em termos orgânicos, a queda da receita foi de 4%.
Na América do Norte, as vendas líquidas diminuíram 5%, para US$ 1,478 bilhão. Na América Latina, houve crescimento de 2%, para US$ 1,653 bilhão. Em termos orgânicos, as vendas caíram 5% na América do Norte e 3% na América Latina.
Na divisão de produtos para proteção de lavouras, as vendas líquidas diminuíram 1% no quarto trimestre, para US$ 2,173 bilhões. Esse desempenho refletiu quedas de 2% no volume e de 1% nos preços, que foram parcialmente compensadas por um impacto favorável do câmbio de 2%, disse a Corteva. As vendas do segmento cresceram 1% na América do Norte e caíram 3% na América Latina.
No segmento de sementes, as vendas líquidas da Corteva recuaram 2%, para US$ 1,737 bilhão, refletindo uma queda de 8% no volume, que foi parcialmente compensada por um aumento de 3% nos preços e por um impacto favorável do câmbio de 3%. Na América do Norte, as vendas de sementes caíram 15%. Na América Latina, houve crescimento de 7%.
A Corteva disse em comunicado que o cenário global para a agricultura permanece misto, com demanda e produção de grãos robustas, mas preços de commodities e margens dos produtores pressionados. Já a indústria global de defensivos agrícolas deve apresentar uma melhora modesta, com ganhos de volume mas pressão contínua sobre preços em regiões-chave, especialmente na América Latina e na Ásia-Pacífico, afirmou a companhia.
A Corteva disse também que a separação de seus negócios de sementes e de defensivos em duas empresas distintas deve ser concluída no segundo semestre deste ano.
* Com informações da Dow Jones Newswires.
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