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Probabilidade de El Niño muito forte no fim de 2026 chega a 95%, avalia agência dos EUA

A probabilidade de um El Niño considerado "muito forte" nos últimos meses de 2026 chega a 95%, informou nesta quinta-feira, 13, a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês). No boletim anterior, divulgado em 9 de julho, a agência do governo americano estimava essa possibilidade em 81%.

O El Niño é um fenômeno climático natural que ocorre quando as águas do Oceano Pacífico ficam mais quentes - o que altera a circulação atmosférica em escala global, impactando o regime de ventos, chuvas e temperaturas. O fenômeno contrário, chamado de La Niña e que envolve o resfriamento das águas do Pacífico, também ocorre regularmente e gera efeitos climáticos em todo o planeta.

De acordo com a NOAA, o El Niño deve se intensificar até o final do ano, com 97% de probabilidade de persistir até o início da primavera de 2027 no hemisfério Norte (ou seja, até os meses de março e abril, quando começa o outono no hemisfério Sul). A agência também estima que há 69% de chance de o evento ficar entre os maiores registrados desde 1950, ou seja, entre os que tiveram o maior aquecimento das águas do Pacífico.

A projeção da NOAA vai ao encontro do boletim mais recente do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) do Brasil, que avaliou que a probabilidade do El Niño se manter ativo pelo menos até o início de 2027 é de 100%. A possibilidade de alcançar a categoria "muito forte", quando o aquecimento das águas do Oceano Pacífico supera 2ºC, é elevada.

Historicamente, no Brasil, a região Sul é a que mais sente os efeitos do El Niño. A previsão indica maior frequência de chuvas acima da média, temporais, cheias de rios, enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra. Na região Norte do País, especialmente na Amazônia, o cenário é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e atraso do início da estação chuvosa.

O boletim do Inmet destaca que esse padrão favorece a persistência da estiagem, reduz a disponibilidade hídrica, aumenta o ressecamento da vegetação e amplia significativamente o risco de incêndios florestais.

Outro efeito esperado é a redução gradual dos níveis dos rios. Embora boa parte das bacias hidrográficas ainda apresente condições próximas da normalidade, os indicadores mostram avanço da estiagem em diferentes sub-bacias da Amazônia.

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