A Procuradoria Nacional Antiterrorista da França afirmou nesta terça-feira, 13, que assumiu a investigação do caso em que um adolescente de 14 anos foi apreendido após disparar e ferir dois funcionários de uma escola na região de Marselha, no sul do país.
Para a procuradoria apura suspeitas de tentativas de homicídio em conexão com uma organização terrorista, associação criminosa terrorista com o objetivo de cometer crimes contra pessoas e infrações à legislação sobre armas também relacionadas a uma organização terrorista.
O Le Monde informou que os pais do adolescente foram colocados sob custódia policial. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, afirmou que a medida foi adotada "para tentar entender como esse jovem conseguiu ter acesso a essa arma".
O menor estudava na escola secundária Joseph Lakanal, em Aubagne, a cerca de 17 quilômetros a leste de Marselha. Na segunda-feira, 12, ele levou uma espingarda para a escola.
O procurador de Marselha, Nicolas Bessone, disse o diretor e uma professora ficaram feridos. Ambos foram encaminhados ao hospital e não correm risco de morte.
Antes de a investigação ser transferida para a Procuradoria Nacional Antiterrorista, a vice-procuradora de Marselha, Audrey Jouaneton, disse que a motivação do adolescente ainda era desconhecida. Segundo ela, o jovem foi contido por um funcionário da escola em uma escadaria.
O presidente da França, Emmanuel Macron, elogiou a "serenidade e a reação exemplar" dos funcionários da escola, afirmando que eles ajudaram a evitar "um desfecho ainda pior".
"Ao diretor e à professora feridos nesta manhã em uma escola de Aubagne, assim como aos alunos e pais abalados com o ocorrido, manifesto minha total solidariedade e meu apoio", escreveu Macron em uma publicação no X.
O incidente ocorreu em meio a protestos estudantis na França por melhores condições nas escolas de ensino médio, mas não havia, até o momento, informações que indicassem uma ligação entre o ataque e a mobilização, que agita o país desde o final de setembro.
*Com informações da Associated Press (AP).
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