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Diário de Notícias

DN.

Projeto no Rio Grande do Sul pretende reduzir metano da produção de arroz e retirar CO₂ da atmosfera

Uma parceria anunciada nesta semana entre o Google e a empresa Terradot prevê um projeto climático em mais de 200 mil hectares no Rio Grande do Sul. A iniciativa pretende combinar a redução das emissões de metano nas lavouras de arroz com a remoção de dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera.

Para capturar CO₂, o projeto aposta na aplicação de determinados minerais em áreas agrícolas. A técnica busca acelerar um processo natural em que as rochas reagem com o gás carbônico. A redução do metano será acompanhada separadamente. Esse gás é liberado, entre outras fontes, pelo cultivo de arroz em campos inundados e contribui para o aquecimento global.

Segundo as empresas, a meta é gerar créditos correspondentes à redução de 1 milhão de toneladas de metano até 2030 e à remoção de 1 milhão de toneladas de CO₂ até 2040. São objetivos futuros, sujeitos à medição e à verificação dos resultados; os volumes ainda não foram alcançados.

O acordo coloca o Brasil no centro de uma tentativa de ampliar o uso dessas técnicas na agricultura. Também traz uma questão para o debate climático: projetos de remoção podem ajudar a lidar com parte das emissões, mas seus resultados precisarão ser comprovados, enquanto a redução direta da poluição continua necessária.

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