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Quaest: 48% dos eleitores de Augusto Cury migram para Lula e 33% para Flávio

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 21, aponta que 48% dos eleitores de Augusto Cury (Avante) devem votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, e 33% em Flávio Bolsonaro (PL). O escritor e psiquiatra, que declarou apoio ao candidato do PL no segundo turno, foi o terceiro mais votado no primeiro turno, com 3.448.569 votos (2,89% dos votos válidos).

Ainda entre eleitores de Cury, outros 16% mencionaram voto nulo/em branco ou nem comparecimento às urnas - ante a 30% na última semana e 3% dizem estar indecisos, que há uma semana eram 6%. A pesquisa indica que os apoiadores de Cury estão indo em sentido contrário ao posicionamento do candidato ao migrarem para o candidato petista.

Já entre os eleitores de Renan Santos (Missão), 51% indicam migrar para Flávio no segundo turno, ante a 40% da última pesquisa. 25% dizem votar em Lula, ante 14% da última semana. Outros 24%, porém, afirmam votar branco ou nulo - número que era de 43% na última semana. Santos ficou em quarto lugar no primeiro turno, com 2,24% de votos (2.675.887), e optou pela neutralidade e não apoiou nenhum dos candidatos, mas liberou seus apoiadores.

A Quaest indica que, dos votos em Ronaldo Caiado (PSD), 57% dizem apoiar Flávio no segundo turno, e 21% no Lula, e outros 22% declaram voto nulo/em branco/não vai votar. No levantamento passado, 42% diziam que optariam pelo bolsonarista, enquanto 23% diziam o mesmo sobre o petista, e 33% declaravam voto nulo/em branco/não vão votar. O ex-governador de Goiás ficou em quinto lugar nas urnas no último dia 4, obtendo 2,18% dos votos (2.605.148).

A Quaest entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.

O período de coleta da pesquisa capta a aprovação do fim da escada 6x1, promulgada pelo Congresso Nacional no dia 16 de outubro. Além disso, também capta parcialmente os efeitos do debate do último domingo, 18.

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