O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 34%, segundo pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira, 28 de setembro. Os números correspondem ao cenário estimulado, em que o entrevistador apresenta os nomes dos candidatos. A diferença entre os dois primeiros colocados é de cinco pontos percentuais.
Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) registraram 4% cada um. Renan Santos (Missão) teve 3%, e Romeu Zema (Novo), 1%. Outros candidatos não pontuaram no levantamento divulgado. Entre os entrevistados, 5% disseram estar indecisos; o grupo que declarou voto branco, nulo ou intenção de não comparecer somou 10%. Esses grupos permanecem na base dos percentuais apresentados, que não representam uma projeção de votos válidos.
A pesquisa ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre 24 e 27 de setembro, por encomenda da TV Globo e do jornal O Globo. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06520/2026, conforme a ficha técnica divulgada na cobertura da pesquisa.
Na comparação com o levantamento de 21 de setembro, Lula passou de 37% para 39%, e Flávio, de 33% para 34%. As duas variações individuais ficaram dentro da margem de erro. Cury recuou de 6% para 4%, enquanto Caiado, Renan e Zema mantiveram os percentuais anteriores. A parcela de indecisos caiu de 8% para 5%, e a de brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar subiu de 7% para 10%.
Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, ambos alcançaram 42%. Outros 13% disseram que votariam em branco, anulariam ou não votariam, e 3% ficaram indecisos. Esse resultado se refere a uma pergunta diferente daquela sobre o primeiro turno: o entrevistado escolhe entre apenas os dois nomes apresentados para aquele confronto hipotético.
Os dados retratam as respostas recolhidas durante o período de entrevistas, e não antecipam o resultado das urnas. A distinção entre os cenários também impede somar diretamente os percentuais do primeiro turno aos da disputa final. A divulgação oferece um retrato da reta final da campanha, preservadas as limitações estatísticas e o momento em que cada eleitor respondeu.
0 Comentário(s)