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Registros mostram prédio da UFPE tomado por chamas durante incêndio de grandes proporções

Registros mostram prédio da UFPE tomado por chamas durante incêndio de grandes proporções

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) tomado pelas chamas durante um incêndio de grandes proporções iniciado na noite de quarta-feira, 7.


Em um dos vídeos, o fogo consome todo o andar superior do edifício, enquanto uma fumaça densa sobe em direção ao céu. Outra imagem mostra pessoas que circulavam nas proximidades sem conseguir atravessar a área devido à extensão do fogo.


É possível ainda ver que partes da estrutura caem enquanto os bombeiros trabalham no local.


Segundo o Corpo de Bombeiros, as causas do incêndio serão determinadas por meio de perícia técnica. No Instagram, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da universidade disse que, segundo relatos preliminares, a origem do fogo poderia ser um problema no ar-condicionado.


O fogo atingiu o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), que fica na Cidade Universitária, na zona oeste do Recife. De acordo com a UFPE, atualmente, o local abrigava vários laboratórios na área de fármacos, de informática e de genética.


A universidade afirmou que, em função do tipo de produtos armazenados no prédio, o fogo se alastrou rapidamente e provocou grandes danos à estrutura. Não houve registro de vítimas.


A UFPE também lamentou "profundamente o ocorrido, especialmente em relação às pesquisas afetadas". "A UFPE presta solidariedade a todos os pesquisadores, docentes e estudantes que trabalhavam no local", disse.


O reitor da universidade, Alfredo Gomes, estimou o prejuízo em aproximadamente R$ 100 milhões, considerando equipamentos, insumos e materiais de maneira geral.


"Nós estimamos que funcionavam ali vários grupos de pesquisa, algo em torno de 80 dissertações e teses de doutorado. É uma perda irreparável, porque dados de 20 anos de pesquisa eram também guardados nos espaços", disse Gomes em conversa com jornalistas.


Em relação ao prédio, o reitor afirmou que a infraestrutura ainda será avaliada, já que o andar superior foi completamente destruído. Ele acredita que será necessário ter outro edifício para o funcionamento dos laboratórios e acomodação das pesquisas.


Segundo Gomes, a reitoria terá uma reunião com as equipes que coordenavam os projetos desenvolvidos no local para apurar o prejuízo com mais precisão.


O reitor afirmou que a universidade acionou a Polícia Federal (PF), por meio da Superintendência Regional em Pernambuco, seguindo o procedimento habitual. Procurada, a PF não retornou à tentativa de contato do Estadão. O espaço segue aberto.


"Não temos nenhuma ideia específica da causa, então precisamos ouvir a perícia, os trabalhos da perícia, para chegarmos a uma conclusão", disse Gomes.

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