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Diário de Notícias

DN.

Resolução aprovada pelo PT cita implementação da tarifa zero e do fim da escala 6x1

Além de defender a redução da meta de inflação de 3%, a resolução do Diretório Nacional do PT divulgada hoje (7) também coloca que o partido irá implementar o fim da escala 6x1, sem redução de salário, "porque quem sempre defendeu o direito ao trabalho sabe que defender o direito ao descanso é parte da mesma luta por dignidade, saúde mental, convivência familiar e qualidade de vida".

Segundo o documento, haverá avanço na implementação da tarifa zero, "porque ir e vir é um direito do trabalhador". "Essa política será mais uma medida que irá ampliar a renda disponível do trabalhador, e permitir que muitos trabalhadores que se deslocam a pé possam ter transporte gratuito, aumentando também o tempo disponível. Tempo e renda são recursos que garantem a dignidade".

Nessa sexta (6), em discurso como militante do partido, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, argumentou que a implementação da escala 6x1 não tem impacto fiscal, mas as tarifas zero têm. "Então, eu preciso desenhar um programa que tenha consistência. Se não tiver consistência, vai ter que voltar atrás. Agora, se for uma coisa consistente, sustentável, como é que nós vamos financiar o transporte público se não for por tarifa?", perguntou.

"Tem jeito? Tem. Temos que desenhar isso. Não é uma coisa simples abdicar da tarifa para financiar um serviço público. Mas nós estamos trabalhando em cenários que permitirão ou não ao presidente incluir, ou não, essa proposta do seu plano de governo", continuou Haddad.

Questões internacionais

A resolução também entra em política externa e comenta sobre a situação da Venezuela e de Cuba, sem mencionar explicitamente os Estados Unidos. "Não aceitamos qualquer tentativa de interferência externa sobre o direito à autodeterminação dos povos. Condenamos os ataques à Venezuela e as ameaças à Cuba. O PT, que lutou contra a ditadura, vê com preocupação essas investidas que remontam aos sombrios tempos de interferência na América Latina".

O documento também toca no multilateralismo, dizendo que o Brasil "voltou ao centro do mundo com altivez, retomando o protagonismo internacional, liderando debates ambientais e reafirmando sua soberania". "Sob a liderança do presidente Lula, retomamos uma política externa ativa e altiva, baseada no diálogo, na cooperação entre os povos e na defesa da paz. O país voltou a ser ouvido e respeitado nos grandes fóruns internacionais, fortaleceu o Brics, reconstruiu relações estratégicas com a América Latina, a África, a Europa e a Ásia, e se afirmou como liderança global na defesa do multilateralismo, da democracia, do desenvolvimento sustentável e do combate às desigualdades".

A sigla coloca que há uma "nova arena de disputa política marcada pelo poder das big techs e pela circulação acelerada de informações e desinformações". E defende a regulação do ambiente digital antes das eleições: "O espaço digital não pode ser território de manipulação nem instrumento de ataque às instituições. Precisamos de um esforço nacional de combate às fake news, e ao uso ilegal da Inteligência Artificial, para que tenhamos eleições verdadeiramente democráticas e transparentes".

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