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Diário de Notícias

DN.

Ressurgimento do sarampo e ameaça à eliminação nas Américas

A Região das Américas — que foi a primeira no mundo a eliminar o sarampoperdeu sua certificação de região livre de transmissão endêmica do vírus em 2025. Isso ocorreu porque o vírus passou a circular continuamente em países como Canadá, México e Estados Unidos, mantendo transmissão por mais de 12 meses, requisito para a classificação de eliminação.

Aumento expressivo de casos

Até novembro de 2025 foram notificados mais de 12,500 casos confirmados de sarampo em dez países das Américas, um número cerca de 30 vezes maior que em 2024. A grande maioria desses casos estava concentrada no Canadá, México e Estados Unidos, e a maior parte dos infectados era pessoas não vacinadas ou com histórico vacinal desconhecido.

Grupos mais afetados

As crianças com menos de 1 ano e entre 1 e 4 anos foram particularmente impactadas, refletindo a vulnerabilidade em populações com baixa cobertura vacinal.

Por que isso é preocupante

O sarampo é altamente contagioso e pode levar a complicações graves ou até morte, especialmente em crianças pequenas. A perda do status de eliminação indica que a doença pode voltar a se estabelecer de forma contínua, tornando surtos mais prováveis e frequentes caso a vacinação não seja ampliada ou mantida em níveis superiores a 95%.

Papel da vacinação

Organizações como a OPAS/OMS ressaltam que a vacinação com duas doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é essencial para interromper a transmissão. Sem uma cobertura adequada, o vírus continua se espalhando mesmo em países com histórico de eliminação.


Resumo em 1 frase: Após décadas de controle, o sarampo voltou a circular nas Américas com força — levando à perda do status de eliminação da doença — principalmente devido à baixa cobertura vacinal, e especialistas alertam que a retomada de elevadas taxas de imunização é crucial para interromper sua transmissão contínua. 

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