O Banco Central atribuiu à desaceleração gradual da economia a decisão de reduzir a taxa básica de juros. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na terça-feira (22), o colegiado afirma que os efeitos dos juros altos sobre a atividade vêm aparecendo de forma progressiva, sobretudo nos setores mais sensíveis ao crédito.
Na reunião de 16 de setembro, o Copom cortou a Selic de 14% para 13,75% ao ano. A redução de 0,25 ponto percentual foi aprovada por unanimidade pelos sete integrantes do comitê, presidido por Gabriel Galípolo, e veio em linha com o que o mercado esperava.
Apesar do corte, o BC manteve o tom de cautela. O comitê não indicou os próximos passos e afirmou que a dimensão total do ciclo de flexibilização será definida à luz de novos dados, pedindo serenidade diante de um cenário incerto e de expectativas de inflação ainda acima da meta. A ata reconhece que a inflação corrente perdeu força, mas cita riscos externos ligados à geopolítica e à política monetária das economias avançadas.
No cenário de referência do Copom, a inflação projetada para o primeiro trimestre de 2028, horizonte relevante para a política monetária, é de 3,2%, acima do centro da meta de 3%. A próxima reunião do comitê está marcada para 3 e 4 de novembro.
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