O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pediu desculpas nesta quarta-feira, 17, aos moradores do Estado que tiveram o celular roubado. De acordo com o chefe do Executivo paulista, esse tipo de roubo "é o crime que aborrece e que derruba a sensação de segurança".
"A gente pede desculpas ao cidadão que passa por isso, que tem um celular roubado. A dor e trauma de um assalto, muitas vezes à mão armada. Muitas vezes deixa um trauma. O Estado tem que garantir a segurança e, quando não garante, está falhando", afirmou o governador durante evento de entrega de viaturas e armamentos para as polícias.
Pré-candidato à reeleição, Tarcísio prometeu combater o crime de receptação e destacou que cerca de 84 mil celulares foram recuperados neste ano no Estado.
"Os indicadores do Estado de São Paulo têm caído bastante. Mas enquanto tiver um cidadão sendo roubado, tendo um celular subtraído, nós não vamos descansar, porque sabemos que é um crime que derruba a sensação de segurança. E o cidadão tem o direito de ficar em paz. São 84 mil celulares recuperados", relatou o governador Tarcísio de Freitas.
Conforme mostrou o Estadão, um dos endereços mais luxuosos de São Paulo, a Oscar Freire é a rua que mais registrou roubos em abril deste ano na região de Pinheiros, zona oeste da cidade, segundo dados de boletins de ocorrência registrados pela Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP). Na maioria dos casos, os criminosos levam o celular das vítimas.
Estudo divulgado em maio deste ano pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com o Instituto Datafolha aponta que praticamente um terço dos brasileiros (33,5%) já deixou de sair com o aparelho celular por medo de assalto.
Brutalidade e latrocínio
O alto patamar de casos e as formas de atuação chamam atenção em São Paulo. Imagens como a do assassinato do ciclista Vitor Medrado, de 46 anos, chocaram a população. Ele foi morto em fevereiro do ano passado com um tiro à queima-roupa perto do Parque do Povo, no Itaim-Bibi, zona sul da capital. Os criminosos levaram o celular dele.
Em outro caso, a médica Marília Dalprá, de 67 anos, teve quatro costelas quebradas e parte do pulmão comprometida após ser alvo de um assalto no começo de 2025 no Parque Continental, zona oeste. Um dos assaltantes chegou a morder o dedo dela, na tentativa de levar a aliança, mas não conseguiu arrancá-la. Ao menos um suspeito foi preso.
Mais de 27 mil ocorrências
São Paulo registrou queda nas ocorrências envolvendo celulares roubados no primeiro quadrimestre de 2026, segundo os dados mais recentes da Secretaria da Segurança Pública.
Os casos de aparelhos levados durante assaltos passaram de 35,9 mil para 27,4 mil ocorrências, uma redução de 23,8%. Na comparação com 2022, a queda chegou a 49,5%, quando aconteceram 54,3 mil crimes nos 645 municípios paulistas.
A cidade de São Paulo registrou 154.058 roubos e furtos de celulares entre janeiro e dezembro de 2025, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP). No mesmo período 2024, foram 153.820 celulares roubados ou furtados na capital paulista. Em 2023, o número foi de 138.633 aparelhos.
0 Comentário(s)