O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o discurso na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (22), para colocar o Irã diante de um ultimato. Ele disse que a decisão é entre um acordo que permita ao país se reconstruir e se tornar uma grande nação ou a aniquilação da República Islâmica. Trump também reafirmou que não permitirá que Teerã obtenha armas nucleares e cobrou a reabertura do Estreito de Ormuz.
Apesar do tom agressivo, horas depois o presidente confirmou que seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner se reuniram com representantes iranianos à margem da Assembleia. Foi o primeiro contato direto confirmado entre os dois países desde o início da guerra, em fevereiro. Trump classificou o encontro como “muito bom”, embora tenha ressaltado que não foi no nível mais alto, e sinalizou que um acordo ainda pode ser alcançado.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Trump está disposto a conversar com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, mas nenhum encontro entre os dois havia sido marcado. Durante o discurso, a maior parte da delegação iraniana deixou o plenário.
O conflito, que já dura sete meses, devastou a infraestrutura militar e a economia do Irã com ataques de EUA e Israel e um bloqueio ao petróleo iraniano. Nos mercados, a expectativa de avanço diplomático contribuiu para a queda do petróleo, que ficou abaixo de US$ 100 por barril.
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