O presidente da China, Xi Jinping, chegou na noite de quarta-feira (23) aos Estados Unidos para uma visita de Estado de três dias. Donald Trump o recebeu pessoalmente na Base Conjunta Andrews, em Maryland, gesto fora do protocolo habitual. É a primeira visita de Estado de Xi a Washington desde 2015 e o segundo encontro presencial entre os dois líderes neste ano, depois da viagem de Trump a Pequim, em maio.
Na chegada, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, informou que a trégua comercial entre os dois países foi prorrogada até 10 de janeiro de 2027, segundo a agência Reuters; o acordo venceria em 10 de novembro. Pela programação divulgada pela Casa Branca, esta quinta-feira (24) terá cerimônia militar de boas-vindas, reuniões entre os líderes e um jantar de Estado. Na sexta-feira (25), Xi deve visitar os Arquivos Nacionais antes de deixar o país.
A pauta inclui temas sensíveis. De acordo com a Reuters, os dois governos divergem sobre Taiwan, o combate ao narcotráfico e o acesso a terras raras. A China deve reclamar das vendas de armas americanas à ilha e dos controles sobre a exportação de chips, enquanto Washington deve pedir a libertação de americanos detidos. Também devem ser discutidos cortes tarifários em setores específicos, a ampliação do diálogo militar, a inteligência artificial e a guerra envolvendo o Irã.
Analistas ouvidos pela Reuters e pelo Council on Foreign Relations esperam que o encontro sirva para preservar a trégua, sem grandes acordos novos. Trump e Xi podem voltar a se reunir em novembro, na cúpula da Apec na China, e em dezembro, no G20 que os EUA vão sediar em Miami.
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