Turquia e Síria assinaram nesta quarta-feira, 19, um memorando de entendimento para a exploração de fosfato, abrindo caminho para parcerias em projetos de mineração e logística de transporte, em meio à ampliação da cooperação bilateral nas áreas de energia e infraestrutura.
O avanço, porém, contraria interesses de Israel na região, após Tel-Aviv bombardear alvos militares sírios na terça-feira. O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, citou hoje a Turquia ao afirmar que é preciso "impedir uma ameaça militar significativa" às fronteiras israelenses. Segundo o Canal 12, Zamir disse ainda que o país usará seu poder "quando e onde for necessário".
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também elevou o tom e declarou nesta quarta-feira que não aceitará um "entrincheiramento" hostil em meio à presença militar turca na Síria. "Provavelmente a Síria não ouviu bem o suficiente, então tratamos de garantir que entendesse melhor", afirmou, em entrevista a uma emissora israelense, em referência aos bombardeios de ontem.
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse, segundo a Al Jazeera, que o governo Trump abriu discussões sobre a soberania da Síria e o direito de Israel de se defender. De acordo com a fonte, Washington mantém conversas com representantes de Israel, Turquia e Síria sobre os desdobramentos recentes.
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