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Diário de Notícias

DN.

Uma pequena alga ajudou a iluminar o cérebro

O estudo de uma alga que reage à luz abriu caminho para uma das ferramentas mais importantes da neurociência. Essa trajetória levou o norte-americano Karl Deisseroth e os alemães Peter Hegemann e Georg Nagel ao Nobel de Medicina de 2026, anunciado na segunda-feira (5). O reconhecimento é pelas descobertas que deram origem à optogenética.

A investigação começou com uma pergunta aparentemente simples: como a alga Chlamydomonas responde tão rapidamente à iluminação? Hegemann e Nagel identificaram uma proteína sensível à luz, capaz de abrir canais na célula e produzir impulsos elétricos. Deisseroth levou essa ideia ao estudo das células nervosas.

Com a técnica, pesquisadores conseguem ativar ou desativar neurônios específicos usando luz. Isso permite investigar quais circuitos participam da formação de memórias, das emoções e do comportamento, observando o que acontece quando determinadas células entram em ação.

A descoberta também abriu frentes de pesquisa em saúde, incluindo ensaios para recuperar parte da visão em pessoas com retinite pigmentosa. O alcance clínico ainda está em desenvolvimento, mas o avanço já mudou a maneira de estudar o cérebro — e mostra como a pesquisa básica pode chegar a problemas humanos complexos.

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