O uso de modalidades de crédito de alto custo, como cheque especial e rotativo do cartão, aumentou significativamente entre os brasileiros de maior renda nos últimos três anos. Dados do Banco Central mostram que o saldo devedor de consumidores que recebem mais de dez salários mínimos cresceu 93% no período, chegando a R$ 30,3 bilhões.
Com a expansão, a participação desse grupo no total dos empréstimos dessas modalidades alcançou 23,3%. Em sentido contrário, consumidores com renda de até cinco salários mínimos reduziram em 10,6% seus saldos devedores, passando a representar 57,4% do total, ante 69,4% anteriormente.
Uma das explicações apontadas por especialistas é a mudança na oferta de crédito pelas instituições financeiras, que passaram a priorizar clientes com maior capacidade de pagamento diante do aumento da inadimplência entre as famílias de renda mais baixa.
O movimento também evidencia que o endividamento não está restrito às parcelas mais vulneráveis da população. Mesmo consumidores com rendimentos elevados podem enfrentar dificuldades financeiras quando utilizam frequentemente modalidades de crédito com juros altos para complementar o orçamento e sustentar padrões de consumo
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