Pesquisas da reta final mostram democratas à frente na disputa pela Câmara e nas sete corridas mais apertadas do Senado.
Os Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato, as chamadas midterms, consideradas um referendo sobre o segundo governo de Donald Trump. Estão em jogo as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado e os governos de 36 estados. Hoje, os republicanos controlam as duas Casas, mas por margens estreitas, o que torna cada disputa decisiva para o futuro da agenda do presidente.
As pesquisas da véspera favorecem a oposição. Na média nacional, os democratas aparecem cerca de oito pontos à frente na preferência para a Câmara. A última pesquisa do jornal The New York Times com o Siena College mostrou candidatos democratas na frente nas sete disputas mais equilibradas do Senado, com folga em Michigan (53% a 42%) e no Maine (51% a 45%) e empate técnico em Iowa (48% a 47%) e no Alasca (48% a 46%). Nos mercados de previsão, a chance de os democratas conquistarem o Senado era estimada em cerca de 74% nesta segunda-feira.
A aprovação de Trump está perto da mínima histórica: segundo pesquisa da rede NBC, 40% aprovam o trabalho do presidente e 60% desaprovam. O custo de vida domina a preocupação dos eleitores, e, pela primeira vez em 30 anos de levantamentos da emissora, há mais americanos insatisfeitos do que satisfeitos com a própria situação financeira. Trump fez comícios em Iowa e no Kansas no domingo para tentar mobilizar a base republicana. Antes mesmo do dia da votação, mais de 43 milhões de pessoas já tinham votado antecipadamente.
As urnas começam a fechar às 21h, no horário de Brasília, nos estados da Costa Leste, e os primeiros resultados devem sair ao longo da madrugada desta quarta-feira. Se perder a maioria em uma das Casas, Trump terá mais dificuldade para aprovar leis, confirmar indicações e manter a política de tarifas e a guerra com o Irã. O governo brasileiro acompanha a votação de perto: interlocutores do Planalto veem o resultado como um termômetro para os próximos passos da relação com Washington.
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