A Aramis deve fechar 2026 com faturamento de R$ 1 bilhão, contra R$ 658 milhões registrados no ano passado — um salto de cerca de 52%. A marca de moda masculina opera atualmente 152 lojas, emprega mais de mil pessoas e destina R$ 32,5 milhões à expansão neste ano. A meta seguinte já está posta: R$ 3 bilhões de faturamento até 2030.
O ritmo não é novo. O grupo cresce entre 18% e 20% ao ano desde 2020, e a marca de R$ 1 bilhão vinha sendo perseguida publicamente desde o início de 2024, quando a companhia se apresentou ao mercado com faturamento de R$ 580 milhões e 122 lojas. Fundada em 1995 por Henri Stad, com a primeira unidade no Shopping Iguatemi de São Paulo, a empresa é comandada desde 2014 por Richard Stad, filho do fundador.
O motor da expansão passou a ser o franchising. A divisão prevista para as novas aberturas é de 70% em franquias e 30% em lojas próprias, e a rede já conta com 54 parceiros franqueados. Além dos pontos próprios e franqueados, os produtos chegam a mais de 1.400 lojas multimarcas. O mapeamento interno aponta espaço para cerca de 200 unidades Aramis e outras 100 da marca Urban. Segundo André Yui, diretor de negócios da companhia, o franchising se tornou o principal vetor de crescimento porque a empresa construiu um modelo escalável, eficiente e muito apoiado em dados.
O grupo opera hoje como uma casa de marcas, com a Aramis, a Urban — de posicionamento mais casual e funcional —, a linha Aramis Next e uma vertical de calçados e acessórios. A Urban tem meta própria de R$ 100 milhões em 2027 e já abriu unidades na Rua Oscar Freire, em São Paulo, no BH Shopping, em Belo Horizonte, e no Grão-Pará Shopping, em Belém, com Curitiba e Brasília na fila. A estratégia inclui testar conceitos em corners dentro de lojas Aramis antes de abrir pontos autônomos, e definir o sortimento de cada unidade por dados de desempenho regional — uma loja em região quente recebe mais bermudas, uma em shopping de alto padrão recebe peças de ticket mais elevado.
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