A Bienal Internacional do Livro de São Paulo notificou a editora Fruto Proibido após um vídeo de uma jovem beijando um homem mascarado dentro do estande do selo viralizar nas redes sociais. O caso ocorreu no último domingo, 6 de setembro, no evento que segue até o dia 13, no Distrito Anhembi, na zona norte da capital.
Os registros também mostram o homem, que estava fantasiado de Ghostface, personagem da franquia Pânico, tirando foto com leitores com poses sugestivas, chegando a segurar jovens no colo. A editora afirma não ter contratado o homem para nenhuma ação dentro do estande.
A Bienal Internacional do Livro de São Paulo esclarece que o episódio ocorrido no interior do estande de um de seus expositores não integra a programação nem ação oficial, promovida ou autorizada pela organização do evento. Assim que tomou conhecimento do ocorrido, a organização da Bienal notificou prontamente a editora responsável", diz nota enviada ao Estadão.
A organização afirmou ainda que "não compactua com condutas ou ações inadequadas dirigidas ao público e reafirma seu compromisso com a manutenção de um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para todos os visitantes, expositores, autores, profissionais e demais participantes do evento".
Em nota nas redes sociais, a editora Fruto Proibido alega que "não contratou, convidou ou solicitou a presença dessa pessoa". Segundo o grupo, a passagem do homem pelo estande "aconteceu de forma espontânea e foi inicialmente recebida pela equipe e pelo público como um momento de descontração".
"Foram feitas fotos, vídeos e conteúdos, assim como aconteceu com outros visitantes. As poses e interações registradas ocorreram a pedido e com a participação das próprias pessoas que se aproximaram para tirar fotos. Quando percebemos que a situação havia tomado uma proporção diferente, nossa equipe passou a solicitar a identificação das pessoas envolvidas. Infelizmente, naquele momento, a situação já havia saído do nosso controle", completa a nota.
A Editora Fruto Proibido afirma que "não compactua ou endossa quaisquer atitudes atribuídas à pessoa por trás da máscara" e diz que adotará critérios mais rigorosos para interações e gravações realizadas em seu espaço.
O que é a Editora Fruto Proibido?
A Fruto Proibido é uma editora independente dedicada ao segmento chamado de dark romance, algo como "romance sombrio". O subgênero explora elementos como violência, relacionamentos conturbados, cenas gráficas e explícitas, personagens moralmente complexos e dinâmicas de poder dentro das relações. É uma tendência que cresceu nos últimos anos tanto entre autores independentes quanto nas editoras tradicionais.
Nota da Bienal Internacional do Livro de São Paulo
"A Bienal Internacional do Livro de São Paulo esclarece que o episódio ocorrido no interior do estande de um de seus expositores não integra a programação nem ação oficial, promovida ou autorizada pela organização do evento.
Assim que tomou conhecimento do ocorrido, a organização da Bienal notificou prontamente a editora responsável.
A Bienal Internacional do Livro de São Paulo não compactua com condutas ou ações inadequadas dirigidas ao público e reafirma seu compromisso com a manutenção de um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para todos os visitantes, expositores, autores, profissionais e demais participantes do evento."
Nota da editora Fruto Proibido
"A Editora Fruto Proibido vem a público esclarecer uma situação ocorrida em nosso estande durante a Bienal.
Imagens e vídeos envolvendo uma pessoa mascarada que esteve em nosso espaço ganharam repercussão nas redes sociais, acompanhados de interpretações de que sua presença teria sido organizada pela editora. Esclarecemos que a Fruto Proibido não contratou, convidou ou solicitou a presença dessa pessoa. Até aquele momento, não conhecíamos sua identidade nem tínhamos conhecimento sobre situações relacionadas à pessoa por trás da máscara.
Sua passagem pelo estande aconteceu de forma espontânea e foi inicialmente recebida pela equipe e pelo público como um momento de descontração. Foram feitas fotos, vídeos e conteúdos, assim como aconteceu com outros visitantes. As poses e interações registradas ocorreram a pedido e com a participação das próprias pessoas que se aproximaram para tirar fotos.
Quando percebemos que a situação havia tomado uma proporção diferente, nossa equipe passou a solicitar a identificação das pessoas envolvidas. Infelizmente, naquele momento, a situação já havia saído do nosso controle.
Reforçamos que a Editora Fruto Proibido não compactua ou endossa quaisquer atitudes atribuídas à pessoa por trás da máscara, especialmente fatos dos quais não tínhamos conhecimento no momento dos registros.
Lamentamos profundamente toda a repercussão e qualquer desconforto causado à nossa comunidade, leitores, autores e parceiros.
O ocorrido nos serve de aprendizado. Redobraremos nossos cuidados e adotaremos critérios mais rigorosos para interações e gravações realizadas em nosso espaço durante eventos, buscando evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.
A Fruto Proibido preza por um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para todos.
Editora Fruto Proibido."
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