O Brasil chegou a 10,2 milhões de desenvolvedores no GitHub, a maior plataforma de código do mundo, e ocupa agora o quarto lugar no ranking global, atrás apenas de Estados Unidos (38,3 milhões), Índia (32 milhões) e China (12,4 milhões). Os dados...
O Brasil chegou a 10,2 milhões de desenvolvedores no GitHub, a maior plataforma de código do mundo, e ocupa agora o quarto lugar no ranking global, atrás apenas de Estados Unidos (38,3 milhões), Índia (32 milhões) e China (12,4 milhões). Os dados são do relatório anual da plataforma, divulgado nesta semana, e consideram usuários ativos até setembro.
Em doze meses, o país ganhou 3,28 milhões de novos desenvolvedores, o terceiro maior crescimento do planeta. O Brasil também é o quarto em contribuições para projetos de código aberto. O relatório atribui o avanço principalmente ao setor de fintechs e pagamentos digitais, impulsionado pelo Pix e pela expansão dos bancos digitais. A projeção é que o país chegue a 19,6 milhões de desenvolvedores até 2030.
O levantamento mostra ainda como a inteligência artificial mudou a rotina da programação. Em setembro, mais de 40% das propostas de alteração de código começaram com um rascunho feito por um agente de IA, contra 17% em março. Em um ano, foram 17,9 bilhões de envios de código, mais do que 2024 e 2025 somados. TypeScript passou a ser a linguagem mais usada, à frente de Python e JavaScript, e Rust foi a que mais cresceu em termos percentuais.
Para o mercado de trabalho, o recado é que o primeiro rascunho do código está cada vez mais nas mãos das máquinas, enquanto o trabalho humano se desloca para definir tarefas, revisar e decidir o que vai para produção. Com um contingente desse tamanho, o Brasil ganha peso para atrair investimentos e projetos internacionais, mas a formação em revisão, segurança e arquitetura de software tende a ficar ainda mais valorizada.
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