A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) avançou nas discussões sobre a utilização da faixa de frequência de 6 GHz, considerada estratégica para a expansão das redes móveis brasileiras. A proposta busca preparar a infraestrutura nacional para tecnologias mais avançadas, como o 5G Advanced e, futuramente, o 6G.
O planejamento apresentado pela agência contempla 700 MHz de espectro, distribuídos em três blocos de 200 MHz e um bloco de 100 MHz, organizados em 14 lotes nacionais e regionais. A iniciativa pretende estabelecer condições para o aproveitamento das frequências, levando em consideração a crescente demanda por conectividade e transmissão de dados.
A modernização das redes poderá favorecer o desenvolvimento de aplicações que exigem conexões rápidas e estáveis, como sistemas de transporte inteligente, automação industrial, serviços digitais e dispositivos conectados. Além disso, o avanço da infraestrutura de telecomunicações é considerado importante para a competitividade econômica e para a transformação digital de diferentes setores.
A previsão apresentada pela Anatel é de que a licitação da faixa aconteça até 2028, embora o cronograma ainda esteja sujeito a alterações. As contribuições recebidas durante as audiências públicas serão analisadas antes da definição das regras. A discussão representa uma etapa de planejamento, sem significar que o 6G já esteja disponível comercialmente no país.
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