Quatorze equipes da Série A possuíam patrocínios de plataformas de apostas antes da proibição
A retomada do Campeonato Brasileiro apresenta uma mudança que pode ser percebida antes mesmo de a bola rolar. Diversos clubes precisaram modificar seus uniformes depois da retirada das marcas de empresas de apostas esportivas.
Dos 20 clubes da Série A, 14 possuíam contratos de patrocínio com plataformas do setor. As marcas ocupavam principalmente o espaço central das camisas, considerado o mais valioso comercialmente.
Com a nova regulamentação, os clubes começaram a buscar soluções emergenciais. Algumas equipes passaram a utilizar marcas de outros setores pertencentes aos mesmos grupos empresariais, enquanto outras aproveitaram o espaço para divulgar programas próprios.
O impacto financeiro também é significativo. Em 2025, contratos envolvendo casas de apostas representaram aproximadamente R$ 1 bilhão em receitas para os clubes da primeira divisão.
A mudança acontece depois de anos de rápida expansão do setor dentro do futebol brasileiro. Em pouco tempo, as plataformas passaram de patrocinadoras pontuais para presença quase dominante nos uniformes e nas transmissões.
Agora, os departamentos comerciais terão um novo desafio: encontrar empresas capazes de ocupar um espaço que havia se tornado praticamente exclusivo das apostas esportivas.
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