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Diário de Notícias

DN.

Protestos contra o custo de vida levam 320 mil às ruas da França e terminam em confrontos

Terceiro fim de semana seguido de manifestações teve choques com a polícia em Paris, Marselha e Toulouse; governo mobilizou 70 mil policiais.

A França viveu neste sábado (31) o terceiro fim de semana seguido de grandes protestos contra o aumento do custo de vida. Segundo o Ministério do Interior, mais de 320 mil pessoas foram às ruas em todo o país, cerca de 70 mil delas em Paris, de acordo com a polícia. Os organizadores falam em números maiores. Os atos foram convocados por sindicatos, estudantes do ensino médio e universitários e integrantes do movimento dos coletes amarelos, com adesão de agricultores.

A maior parte das manifestações foi pacífica, mas houve confrontos em Paris, Marselha, Toulouse, Lyon e Grenoble. Em vários pontos, manifestantes lançaram coquetéis molotov contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo para dispersar a multidão no fim dos percursos. O governo mobilizou cerca de 70 mil policiais em todo o país, num dia que coincidiu com as festas de Halloween.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, proibiu os protestos nos centros das cidades e só autorizou atos nas periferias. Em Paris, o trajeto foi transferido para as regiões de Porte de Bagnolet e Porte de Charenton, depois que o Conselho de Estado, mais alta corte administrativa do país, confirmou a proibição do percurso no centro pedido pelos sindicatos. Também foi decretado toque de recolher noturno em áreas atingidas por distúrbios. As centrais sindicais criticaram a restrição e estudam recorrer.

O movimento começou em meados de setembro, com estudantes protestando contra as más condições das escolas da periferia de Paris, e se ampliou para a alta dos preços, especialmente dos combustíveis. Os atos anteriores reuniram mais de 500 mil pessoas em 17 de outubro e 410 mil em 24 de outubro, com episódios de vandalismo e saques. As medidas anunciadas pelo governo para os estudantes foram consideradas insuficientes pelos sindicatos, e a pressão cresce a cerca de seis meses da eleição presidencial francesa.

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