O Fundo Monetário Internacional constatou que mais da metade das economias avançadas do G20 não dispunha de políticas adequadas para enfrentar os desafios como o envelhecimento da população e a baixa natalidade.
Essas economias registraram um aumento constante nas taxas de dependência de idosos nas últimas décadas, ultrapassando 30%, impulsionado por taxas de fertilidade persistentemente baixas, diz uma pesquisa do FMI disponível no blog da instituição.
Respostas políticas inadequadas aos desafios decorrentes das mudanças demográficas - como políticas de envelhecimento saudável ou reformas para facilitar a participação de
pessoas mais velhas na força de trabalho - foram identificadas como um obstáculo significativo para a expansão em várias economias da União Europeia, bem como na Coreia, onde as pressões demográficas são particularmente agudas.
As mudanças demográficas também estão levando ao envelhecimento da população em muitas economias de mercado emergente do G20, e respostas políticas inadequadas foram igualmente identificadas como obstáculos ao crescimento em países como a China.
O estudo do Fundo revelou ainda que cerca de metade das economias avançadas do G20 e três quartos dos mercados emergentes enfrentam restrições devido ao excesso de regulamentações nos mercados de trabalho, de produtos ou de proteção ao consumidor.
Na União Europeia, as diferenças em matéria de regulamentação, licenciamento, autorizações e mercados financeiros ainda criam barreiras internas que impedem a livre circulação de trabalhadores, capital, bens e serviços em todo o bloco, salientou o estudo.
As equipes do FMI identificaram ainda fatores como as divergências entre grupos de interesse em uma economia como restrições fundamentais para potencializar o crescimento na maioria das economias do G20.
"Superar esses desafios exige instituições confiáveis, comunicação clara e engajamento com os grupos afetados, além de medidas para mitigar os efeitos adversos - como programas de requalificação profissional ou implementação gradual de reformas", disse o FMI.
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